quinta-feira, 29 de abril de 2010


A revolução da imagem - Cinema 3D

Ontem fui presenciar aquilo que achei mais revolucionário em termos de imagem nos últimos tempos, o cinema 3D. Fui ver Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton.
E que revelação para os meus olhos. As imagens saltam até você. Como se pudéssemos pegá-las. Fantástico!
Me culpo por não ter ido ver Avatar em 3D, porque aí sim tinha sido uma overdose. As imagens de Avatar, que são perfeitas e a possibilidade de entrar naquela floresta, tinham me causado uma verdadeira viagem. E quem não quer se teletransportar pro filme que está vendo? Quem sabe Avatar volta pro cinema.
Daí fui pesquisar sobre o cinema 3D, porque entre uma cena e outra, às vezes, tirava os óculos pra tentar entender como a coisa era feita. E o que vi foi uma imagem sobreposta à outra e fiquei mais curiosa ainda. Bem, o fato é que pesquisando na net encontrei algumas coisas interessantes.
Primeiro, que a imagem 3D nem é uma novidade, ela existe desde o século XIX e teve sua primeira utilização no cinema em 1950. Imagina aí... claro que sem a tecnologia fantástica que é hoje.
E aí, me lembrei que nos anos 80 vinham muitos circos para Fortaleza (montados no Iguatemi) que faziam exibições de cinema 3D. Na verdade, não era bem um filme, era mais uma sequência de vídeos expostos numa tela imensa em tamanho e largura onde passavam cenas de lugares como uma montanha russa (um carrinho subindo e descendo que dava a impressão de que estávamos dentro dele), cachoeiras, voos e mais um montão de cenas de aventuras e adrenalinas. Lembro que fui uma vez e terminei com muita dor de cabeça e vomitando.
Agora é tudo mais ameno, embora tenha conhecimento do cara que teve um enfarto após ver Avatar e saber também que a mãe de uma amiga teve crise de labirintite depois de ver Alice.

Então, como é que acontece a mágica?

Segundo o que li, tudo realmente não passa de uma ilusão de óptica no nosso cérebro (a máquina mais fantástica do mundo) que engana seus olhos para que você sinta que está vendo algo através de uma janela entre o mundo real e o mundo do cinema. Onde os personagens interagem com o cenário de uma forma bastante real, e nós, com eles.
Explicando: temos uma visão binocular, ou seja, cada olho enxerga uma imagem diferente e o cérebro as combina numa única imagem.
O 3D se utiliza dessa dualidade e cria a idéia de textura e profundidade porque as cenas são captadas com duas câmeras uma grudada na outra (assim como se fosse nosso olho esquerdo e o direito) e precisa também de dois projetores especiais para jogar a imagem na telona, que é exibida de forma alternada. Essa alternância supersônica junto com os óculos especiais (que utilizam filtros que impedem o olho esquerdo de ver algumas imagens e da mesma maneira o direito, causando uma fusão das duas ilusões) que transmitem ao expectador a sensação de estar próximo da tela e ver a textura das cores.
Cria uma terceira imagem no nosso cérebro utilizando a sutil diferença angular entre as duas imagens para auxiliar na percepção da profundidade (a terceira dimensão).
Ufa! Entenderam? Se não, é melhor pesquisar por que isso foi o máximo que consegui.
Mas no cinema 3D, pode confiar!

domingo, 25 de abril de 2010



A minha, a nossa Beira-Mar


Ontem fui dar uma caminhada ao ar livre, sem muitas pretensões. Só pelo simples prazer de olhar a vida, de fazer parte da sua paisagem. De fazer o exercício das pequenas coisas.
E como é bom ter na minha cidade o mar ali pertinho, ao alcance. Dá uma sensação de possuir uma riqueza de coisas belas, sem nos custar nada.
E como a cidade fervilha no final da tarde. São crianças, adultos, namorados, esportistas, idosos, cachorros, turistas, amantes, enfim uma infinidade de gente e de cores.
E o que é aquele pôr-do-sol na Praia de Iracema? E as cores do crepúsculo? E os barcos? Não tem como descrever, só indo lá.
Eu até pensei em levar a câmera, mas eu estava a fim mesmo era de curtir, de absorver tudo. Sentir aquela maresia invadir meus pulmões, ouvir as ondas batendo nas pedras e agradecer a vida.
Bacana foi descobri tanta coisa nova: um novo calçamento no aterrinho que termina no mar, uma outra loja do Café Castagno (com cara de aconchegante), o jardim Japonês que está quase pronto e lindo, o atirador de facas fazendo sua apresentação ao lado da família e falando em Deus, os gringos que se esforçam para pertencer à minha terra e que maltratam tanto o meu povo, os trabalhadores informais que sorriem pra qualquer um, enfim, universos tão diferentes que naquele lugar parecem ser um só.
Como é bom poder redescobrir minha cidade!
Ontem, lavei meu pé no mar, brinquei na areia, tomei água de coco, comi milho verde, vi os artesanatos... fiz um excelente passeio. Vou fazer mais vezes!!! Prometo!
É sempre um prazer te visitar, minha Beira-Mar!

sábado, 24 de abril de 2010



Eu tô lá no mar
E o sol tá brilhando
Na espuma da água
Eu desci da aldeia
Eu deixei minha mágoa
Eu lavei minha alma
Eu só quero Amor...

David Duarte

sexta-feira, 23 de abril de 2010


Os livros

Ontem assisti alguns programas de tv falando sobre as novas mídia tecnológicas na área da escrita e da literatura que estão mexendo com o mercado de editoras. Os leitores de livros virtuais. No caso, a bola da vez é o IPad da Appe. E como hoje é o dia internacional do livro, resolvi abordar o assunto.
Vejamos, a tecnologia é sempre algo que me estimula bastante e como é bom poder ter vários livros juntos num só local quando se está viajando. Não ocupa espaço na mala. Nem dá problema alérgico por causa dos famosos ácaros. No mais, fico pensando nas reais vantagens desse novo jeito de ler livros.
E o prazer de folhear as páginas? E o cheiro de livro novo? E colocar mais um na sua estante, na sua biblioteca tão construída, tão em desenvolvimento como a própria vida?
Quem pode substituir tudo isso?
Acho bacana, mas acredito que o livro é mesmo um objeto transcendente como disse Caetano na música Livros.
Ou como disse Clarice em Felicidade Clandestina: " Não era mais uma menina com um livro. Era uma mulher com seu amante."
Os livros impresso não vão acabar enquanto houver alma humana habitando esse planeta, enquanto existirem pessoas apaixonadas pelas cores, linhas, letras e páginas que só o amor táctil é capaz de proporcionar.
Amo os livros e todos os livros que amo, tenho certeza, me amam também!

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Hoje reencontrei meu elo, meu eixo...
Foi tão bom!


quarta-feira, 21 de abril de 2010

BULA



Nossa, faz muito tempo que não escrevo aqui.
Fiquei, digamos, atraída pela outra mídia social, o twitter.
Mas agora voltei. Pra rever os amigos (frases longas e pensamentos complexos).
E aí fiquei pensando sobre o que escrever.
Tanta coisa aconteceu desde a morte da Zilda (último post), não é verdade?
Para ser mais fiel à realidade, digamos que o que passou, passou. Já foi.
Bom é falar do agora, sempre. Afinal, é nele que vivemos.
Então falemos de saúde, que o bem mais precioso que temos. Justamente porque ela está me faltando. Isso mesmo. Estou doente, com uma tal de bronquite asmática pra lá de violenta.
E é bom vocês saberem um pouco mais dela porque ninguém está imune. Nasce de uma simples gripe, depois uma rinite alérgica e quando vê, tá lá a maledita.
Estou fazendo o tratamento direitinho, pelo menos o aleopático, porque tenho que fazer muitas mudanças estruturais na minha vida. Aí é que o bicho pega.
Mudar rotinas, cotidianos e hábitos é o que há de mais difícil na história da humanidade, ela acontece a passos muito lentos. E porque justo na minha vida, tem que ser de repente?
Enfim, quem disse que a vida é justa não é mesmo...
Mas tenho também muita coisa boa boa fluindo dentro de mim. Muitos planos, desejos, sonhos revisitados, essas coisas.
Tô mais viva que nunca! Pulsando...
Depois conto mais, tá?
Beijos especiais às minhas queridas Moniquita e Bebel (esta última não aderiu ao twitter, e por isso me cobrou o fato de não postar mais no blog).E que 140 caracteres não nos separem mais...
Inté...

segunda-feira, 29 de março de 2010


Patch Adams ao vivo


Sabe quando você está sem esperança na humanidade, achando que tá tudo ruim e vai ser assim sempre? Tipo Freud no "Mal estar na civilização"?Aí , de repente, uma amiga maravilhosa te liga e diz: tenho um ingresso pra palestra do Patch Adams aqui em Fortaleza, sábado às 17h. Tu quer? Nem titubiei... eu vou sim!
E de repente, a proposta de um mundo que você acha que só existe na sua cabeça (ou de poucas pessoas) vai se concretizando em sonho comum... e você olha em volta e diz: caramba, é possível! Mas é tão difícil...