quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Cerveja Devassa, você não me engana

Devassa é uma palavra que pode significar busca, diligência, investigação. Ex: fizeram uma devassa no escritório daquele homem. Mas esse termo é geralmente usado (de forma depreciativa) para as mulheres descrevendo-as como insaciáveis, desprovidas de pudores morais com relação ao sexo, libertinas, vadias.

Ocorre que uma cerveja ter esse nome tudo bem, o problema reside na forma publicitária de vender o “produto”. Usa a mercantilização do corpo feminino e tem como mote: “todo mundo tem um lado devassa”.

Quer enganar a quem, cara pálida?

Devassa é um adjetivo feminino. E se queriam de fato, atingir a homens e mulheres deveriam ter corrigido o equívoco gramatical: “todo mundo tem um lado devasso”. Mas não ia combinar com o nome da cerveja, não é?

Então... a verdade é que o objetivo é mesmo falar da mulher enquanto um produto que é vendido junto com a marca. Por quê não tem homens na publicidade da cerveja se insinuando como “devassos” e sim mulheres seminuas com cara - perdoem-me a forma chula – de quem “quer dar”?

Isso fica cada vez mais claro quando se divide a cerveja baseando-se nas variações de raça/cor das mulheres (devassa loira, devassa morena, devassa ruiva, devassa negra).

Mensagem subliminar: a mulher bebe a cerveja e “libera” seu lado devassa para os homens...

Não sei quanto às outras mulheres, mas isso a mim incomoda e agride!

E tem mais, detestei a tal cerveja... ela nem de longe representa o que é ser mulher e o que uma mulher “procura” quando bebe cerveja!

Cerveja sexista e desrespeitosa, denegrindo a imagem da mulher, ultrapassando os limites da sexualidade feminina... não, obrigada!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só para nunca mais esquecer:

"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. "
O livro do Desassossego - Fernando Pessoa

domingo, 16 de outubro de 2011


Tempo - Mário Quintana

A vida é o dever que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano.
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida
Quando se vê, passaram 50 anos!
Agora é tarde para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo.
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo, que infelizmente, nunca mais voltará.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Dia Mundial da Fotografia.

E hoje é a abertura da exposição fotográfica que vou participar.

"Fotografar é colocar na mesma mira a cabeça, o olho e o coração."
Henri Cartier Bresson


sábado, 6 de agosto de 2011


Compartilhando com vocês uma grande alegria.

Fui selecionada para expor minhas fotos num grande evento de fotografia aqui em Fortaleza, ao lado de grandes nomes da fotografia como Gentil Barreira e José Albano. Vai ser o Encontros de Agosto 2011 com muitos workshops e uma programação bem bacana.
Tô muito feliz...
Aos poucos sinto que a minha vida tá seguindo outras direções... isso assusta, mas também é muito bom.
Ouvi de um fotógrafo querido que pra trabalhar no ramo, basta ter coragem, perder o medo e ir em frente...
Tudo nessa lista, pra mim é difícil...
Mas as exposições que já participei e que participarei, me dão fôlego pra seguir...
Deve ser assim mesmo, devagarinho!
É isso...

quarta-feira, 22 de junho de 2011


Conheça Jericoacoara

A vila de Jericoacoara pertence ao Município de Jijoca, distante 300 km de Fortaleza. E é bem interessante o fato dela ser uma pequena vila cercada de dunas praticamente no meio do nada e mesmo assim, milhões de pessoas no mundo todo saírem de suas casas simplesmente para estarem lá, numa pequena vila.

O que será que atrai tanto as pessoas até Jeri? Fiquem pensando nisso na ida para lá. E não é preciso gastar muitos neurônios para obter as respostas, porque elas estão todas ali, a olhos vistos. São dunas branquinhas, um mar primoroso, a pedra furada (mais famosa do planeta, de onde se vê o sol se por dentro dela), lagoas de águas transparentes (talvez só sejam encontradas iguais no Caribe), um mangue com uma biodiversidade incrível e uma duna de onde se vê o por do sol mais lindo do mundo...

Jeri hoje está muito sofisticada. Pousadas e hotéis maravilhosos, com excelente infra- estrutura e tecnologia por todos os lados.

A culinária é um elemento à parte. Os restaurantes são todos lindos e com comidas que nos fazem engordar alguns bons quilinhos.

Um detalhe muito importante: Jeri é para todos os bolsos e necessidades. Você encontra pousadas, hotéis e restaurantes com preços bem variados para agradar todo mundo mesmo.

A noite de Jeri também é famosa devido ao forró que rola quase toda noite. Eu que não sou muito adepta da vida noturna, não tenho muito o que falar sobre. Mas das estrelas que se vê em Jeri eu posso falar. É possível ver as constelações mais lindas começando pelo cruzeiro do sul devido à localização da vila ser bem próxima a linha do Equador... uma maravilha! Ah e quem chega do forró de madrugada tem o privilégio de ver o magnífico nascer do sol de Jeri.

Algo que não pode deixar de ser feito são os passeios. Lá tem bugueiros credenciados para levar os turistas e amantes da natureza para apreciarem as belezas da região que são muito bacanas.

O povo de Jeri também merece uma citação, pois são sempre muito gentis, educados e solícitos. Cheio de histórias maravilhosas sobre o lugar. Vale muito a pena parar um pouquinho para ouvi-los. Achei muito legal encontrar pessoas que parecem ainda viver nos anos 70 de tão alternativos que são, vivendo numa espécie de comunidade hippie.

Jeri é, portanto, um paraíso acessível...

Agora, para mim, que conheço Jeri desde 1994 percebi muitas mudanças (claro!), algumas muito boas, outras nem tanto.

A pequena Jeri recebe turistas praticamente todos os dias e o mundo todo se encontra lá. Isso traz preocupações com as questões da preservação do lugar, do lixo não reciclado e da consciência ambiental das pessoas. É preciso que toda a população e o poder público do lugar trabalhe isso com muita urgência. Vi muitos animais sendo usado para carregar pessoas, muitos gatos e cachorros abandonados e muita gente sem consciência ecológica.

Eu sempre que fui lá, senti uma coisa diferente, um contato mágico com aquela natureza, coisas que o distanciamento da dita “civilização” proporcionava. Para se ter ideia, quase nem tinha telefone lá. Notícias da tevê, se sabia muito pouca. Aliás, a morte da cássia Eller eu soube lá, três dias depois do ocorrido. Era mesmo uma alternativa para a vida cotidiana na cidade.

Havia uma magia astral no lugar, um clima diferente que não saberia descrever em palavras que infelizmente dessa vez não senti. Isso me entristeceu. Porque tá tão com cara de cidade, com tantas coisas tecnológicas e tão voltada para o turismo de consumo e não de preservação, que não difere muito da tal civilização. Não é mais uma vila de pescadores que recebia pessoas para curtir a vida mais natural. É um lugar que o capitalismo assumiu o controle e fez de Jeri “apenas” mais um destino turístico do Ceará. Não que isso seja ruim, mas perdeu-se muito das características essenciais.

Apesar disso tudo, Jeri é um encanto e sempre será. A não ser que a especulação imobiliária continue e o comércio seja mais e mais explorado. Tudo bem a pequena vila sobreviver do turismo, mas transformá-la simplesmente num lugar de ganhar dinheiro é tirar dela o que há de mais bonito.

Vá a Jeri e tire você mesmo as suas próprias conclusões... mas por favor, seja ecológico. Não estrague o paraíso!